Não.
Escrevo quando dói ou já doeu, quando me incomoda ou já incomodou, ou quando me passa ao lado após ter esbarrado de frente.
Não me incomodas, não me dóis, não esbarro contigo e, definitivamente, não me passas ao lado.
Até agora só me deste razões para não escrever para além do tema de não escrever sobre ti.
E assim noto que afinal já escrevi (pela 1ª vez) sem me coçar.
Admito que nem foi mau de todo :)
Beijoca*
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Azares
Há cerca de vários anos (eu sei), estava eu de férias, numa santa terriola, quando me lembro de pregar uns chutos numas pedras à medida que ia passeando pela natureza, perto de um galinheiro.
Ora, a certa altura, para meu grande azar, o meu pé vai mesmo apontar-se ao pescoço de uma pobre e inocente galinha. A pedra acertou-lhe, fazendo um barulho oco, e caiu morto, o galináceo, sem grande estardalhaço.
Engoli em seco.
Matei um animal maior que um insecto. Não é todos os dias… E não gostei da sensação. Ok… tenta esquecer… são coisas que acontecem.
Regressei a casa, estupidamente com fome, parti uma fatia de bolo e servi-me dela enquanto via o telejornal:
“…mais mil baixas confirmadas na guerra do Iraque. Agora, o desporto…”
Era bom, aquele bolo.
Fez-me ganhar o dia.
Ora, a certa altura, para meu grande azar, o meu pé vai mesmo apontar-se ao pescoço de uma pobre e inocente galinha. A pedra acertou-lhe, fazendo um barulho oco, e caiu morto, o galináceo, sem grande estardalhaço.
Engoli em seco.
Matei um animal maior que um insecto. Não é todos os dias… E não gostei da sensação. Ok… tenta esquecer… são coisas que acontecem.
Regressei a casa, estupidamente com fome, parti uma fatia de bolo e servi-me dela enquanto via o telejornal:
“…mais mil baixas confirmadas na guerra do Iraque. Agora, o desporto…”
Era bom, aquele bolo.
Fez-me ganhar o dia.
sábado, 6 de março de 2010
Fazes-me pensar
Não por seres diferente das outras, mas por seres apenas mais uma no meio de tantas.
Afinal enganei-me… Outrora imaginei que fosses feita à minha medida, e foste a única que me fez ponderar tal rasgo de fé.
Mantiveste-me a sonhar durante uns bons tempos, dentro dessa vontade de querer ver mais, mas nunca tudo, que tanto crias. Enganas, tu…
Mas hoje já não, graças aos olhos que me fizeste nascer. Hoje vejo-te, trespasso-te, leio-te como que a um livro aberto - tem menos piada, mas sorrio mais - e tu só me referes que estou diferente. Pudera… foste tu que me fizeste crescer, e nem sabes. Também não to digo… é o meu trunfo, só meu.
O teu discurso não muda… “não sei, gosto de ti, mas não sei”.
Não te preocupes, sei eu.
Sei que não te quero.
Sei que és mais uma das que não sabem o que querem, - e que não me fazem ter esperança de um dia virem a saber - sem se aperceberem de que atropelam muita gente nessa estrada de falta de vontade e de viver. Mas eu já tive a minha conta, e aprendi a ir pela berma, quando passeio contigo.
“Tenta perceber… estou melhor assim”.
Não.
Não estás.
Eu sei.
Estás menos mal, que é diferente.
Agora, limitas-te a tentar evitar o que não queres, e já nem pensas no que queres, ou se realmente chegas a querer.
Como tu, já vieram algumas, e o que te diferencia é somente a ideia que tenho de ti, criada quando ainda não era eu.
Irónico, não? Sou eu que te diferencio, e não tu, por ti.
“Não sei…”
Não faz mal.
Sei eu.
E nem isso sabes.
Afinal enganei-me… Outrora imaginei que fosses feita à minha medida, e foste a única que me fez ponderar tal rasgo de fé.
Mantiveste-me a sonhar durante uns bons tempos, dentro dessa vontade de querer ver mais, mas nunca tudo, que tanto crias. Enganas, tu…
Mas hoje já não, graças aos olhos que me fizeste nascer. Hoje vejo-te, trespasso-te, leio-te como que a um livro aberto - tem menos piada, mas sorrio mais - e tu só me referes que estou diferente. Pudera… foste tu que me fizeste crescer, e nem sabes. Também não to digo… é o meu trunfo, só meu.
O teu discurso não muda… “não sei, gosto de ti, mas não sei”.
Não te preocupes, sei eu.
Sei que não te quero.
Sei que és mais uma das que não sabem o que querem, - e que não me fazem ter esperança de um dia virem a saber - sem se aperceberem de que atropelam muita gente nessa estrada de falta de vontade e de viver. Mas eu já tive a minha conta, e aprendi a ir pela berma, quando passeio contigo.
“Tenta perceber… estou melhor assim”.
Não.
Não estás.
Eu sei.
Estás menos mal, que é diferente.
Agora, limitas-te a tentar evitar o que não queres, e já nem pensas no que queres, ou se realmente chegas a querer.
Como tu, já vieram algumas, e o que te diferencia é somente a ideia que tenho de ti, criada quando ainda não era eu.
Irónico, não? Sou eu que te diferencio, e não tu, por ti.
“Não sei…”
Não faz mal.
Sei eu.
E nem isso sabes.
terça-feira, 2 de março de 2010
Pois muito bem
Hoje apercebi-me (e já não foi pela primeira vez) de que cada vez me espanto menos ao ver erros ortográficos ou gramaticais em documentos/artigos formais. Ora, isto é mau… E suponho que ainda venha a piorar.
Talvez tal problema se possa resolver mudando as regras da língua portuguesa, convertendo erros comuns em leis universais de escrita, evitando assim o incómodo dos cultos e preocupados cidadãos que pontapeiam as (des)actuais em cada linha de "texto" que deixam escapar.
Ah, espera... isso já andam a tentar fazer.
Acordem.
Talvez tal problema se possa resolver mudando as regras da língua portuguesa, convertendo erros comuns em leis universais de escrita, evitando assim o incómodo dos cultos e preocupados cidadãos que pontapeiam as (des)actuais em cada linha de "texto" que deixam escapar.
Ah, espera... isso já andam a tentar fazer.
Acordem.
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