quinta-feira, 22 de abril de 2010
“Olha que vistosa… ponto final.”
E assim foi, enquanto observava os abutres instintivos à tua volta.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
"Sobre os teus textos..."
“Gosto do modo como escreves…”, e é só.
Não me admiro… Era de esperar. Nunca tentei agradar através de palavras que escreva com vontade.
Olha esta: se agrado com o que escrevo, das duas uma… ou não foi sentido, ou não foi intencional.
É confuso… também me soou a isso. Mas eu explico…
A vontade que tenho é de escrever, e não de agradar através da escrita.
Não te inquietes… também não adoro o que escrevo, aliás, quando o leio, amuo.
Só podia…
A minha escrita não é para se ler, é para nascer, e guardar após a última oração.
Mas o meu ego fala mais alto, e enche-me de coragem que não é minha, é só dele, e que dura somente até ao último ponto final de cada texto meu. Depois hiberna... até se esquecer do porquê de o ter feito.
E cá estou eu outra vez, a contribuir para o meu amuo, e para o teu conhecimento de mais um eu meu. Incomoda-te? Acho que sim, mas não ao ponto de te desinteressares antes que acabe este texto, queres ver? Olha, vou pôr só mais uma frase…
Já está.
Afinal mais uma.
Outra…
Última…
Ainda aí estás?
Claro que sim… Não desistias nem que tivesses de ler detrás para a frente. É viciante, não achas? Para mim também. É por isso mesmo que continuo a fazê-lo.
Beijo.
Não me admiro… Era de esperar. Nunca tentei agradar através de palavras que escreva com vontade.
Olha esta: se agrado com o que escrevo, das duas uma… ou não foi sentido, ou não foi intencional.
É confuso… também me soou a isso. Mas eu explico…
A vontade que tenho é de escrever, e não de agradar através da escrita.
Não te inquietes… também não adoro o que escrevo, aliás, quando o leio, amuo.
Só podia…
A minha escrita não é para se ler, é para nascer, e guardar após a última oração.
Mas o meu ego fala mais alto, e enche-me de coragem que não é minha, é só dele, e que dura somente até ao último ponto final de cada texto meu. Depois hiberna... até se esquecer do porquê de o ter feito.
E cá estou eu outra vez, a contribuir para o meu amuo, e para o teu conhecimento de mais um eu meu. Incomoda-te? Acho que sim, mas não ao ponto de te desinteressares antes que acabe este texto, queres ver? Olha, vou pôr só mais uma frase…
Já está.
Afinal mais uma.
Outra…
Última…
Ainda aí estás?
Claro que sim… Não desistias nem que tivesses de ler detrás para a frente. É viciante, não achas? Para mim também. É por isso mesmo que continuo a fazê-lo.
Beijo.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
O teu azar
foi teres querido qualquer coisa, desesperadamente, enquanto te cruzavas com quem nota, por divertimento, esses padrões primários aos quais obedeces.
sábado, 20 de março de 2010
Milagre da Lágrima
Ora vamos lá então falar de uma notícia já antiguinha mas que me faz comichão (naquela zona das costas onde ninguém chega) desde que a li pela primeira vez.
Pode ser que deixe de fazer a seguir ao último ponto final deste texto…
Muito bem, diz a tal notícia que a dona Benigna, residente em Ancas, Anadia, em Portugal, fervorosa católica e feliz proprietária de uma nossa senhora em tamanho familiar, jura a pés juntos que a figura em loiça chorou uma lágrima de cera.
Esta parte, só por si, já é gira, mas leiam agora esta transcrição com olhos de olhar de lado enquanto se levanta uma sobrancelha:
“"Eram umas 19 horas e eu ia a sair de casa para o carro. Virei-me para ela (a imagem), benzi-me e vi que ela estava a chorar. Disse ao meu marido mas ele não ligou e, quando voltei, uns quinze minutos mais tarde, limpei-lhe a cara e não saiu nada, mas a minha nora tocou-lhe com o dedo e disse que era cera", relata, depressa concluindo: "É um grande milagre para entrar em contacto com as pessoas".”
Mais nada! Sai de casa, benze-se, olha, está a chorar, diz ao marido (que ignora), volta, limpa mas não sai, ora bolas… é só cera… e agora? Adivinharam…
Milagre!
Esta linha de raciocínio faz lembrar a forma como o grande MacGyver fazia, nos anos 90, uma bomba nuclear, partindo somente de uma torta de laranja, um canivete, um corta-unhas e umas cuecas fio dental da rapariga que o acompanhava.
Obviamente, muita gente terá ido de propósito a Ancas só para ver o milagre da lágrima, segundo diz a querida e verosímil dona da figura.
"Tem vindo mesmo muita gente, só hoje foram centenas…”
E foram mesmo… todos ver a santinha chorona e vangloriar a dona Benigna, por ter presenciado tamanho acontecimento na sua própria casa, não olvidando, certamente, a notinha lá nos pés dela (da santa, e não da dona Benigna, que essa não quer o dinheiro para nada). Todos sabemos que, se há coisa de que os santos em loiça precisam, é de notinhas nos pés… para os aquecerem.
Principalmente os chorões, que desidratam facilmente, o que se repercute na má circulação e consequente frio nas extremidades.
Uma coisa é certa: num caso destes, alguém se tem de vangloriar… ou a senhora em questão, ou o gajo que inventou as velas de cera.
Pode ser que deixe de fazer a seguir ao último ponto final deste texto…
Muito bem, diz a tal notícia que a dona Benigna, residente em Ancas, Anadia, em Portugal, fervorosa católica e feliz proprietária de uma nossa senhora em tamanho familiar, jura a pés juntos que a figura em loiça chorou uma lágrima de cera.
Esta parte, só por si, já é gira, mas leiam agora esta transcrição com olhos de olhar de lado enquanto se levanta uma sobrancelha:
“"Eram umas 19 horas e eu ia a sair de casa para o carro. Virei-me para ela (a imagem), benzi-me e vi que ela estava a chorar. Disse ao meu marido mas ele não ligou e, quando voltei, uns quinze minutos mais tarde, limpei-lhe a cara e não saiu nada, mas a minha nora tocou-lhe com o dedo e disse que era cera", relata, depressa concluindo: "É um grande milagre para entrar em contacto com as pessoas".”
Mais nada! Sai de casa, benze-se, olha, está a chorar, diz ao marido (que ignora), volta, limpa mas não sai, ora bolas… é só cera… e agora? Adivinharam…
Milagre!
Esta linha de raciocínio faz lembrar a forma como o grande MacGyver fazia, nos anos 90, uma bomba nuclear, partindo somente de uma torta de laranja, um canivete, um corta-unhas e umas cuecas fio dental da rapariga que o acompanhava.
Obviamente, muita gente terá ido de propósito a Ancas só para ver o milagre da lágrima, segundo diz a querida e verosímil dona da figura.
"Tem vindo mesmo muita gente, só hoje foram centenas…”
E foram mesmo… todos ver a santinha chorona e vangloriar a dona Benigna, por ter presenciado tamanho acontecimento na sua própria casa, não olvidando, certamente, a notinha lá nos pés dela (da santa, e não da dona Benigna, que essa não quer o dinheiro para nada). Todos sabemos que, se há coisa de que os santos em loiça precisam, é de notinhas nos pés… para os aquecerem.
Principalmente os chorões, que desidratam facilmente, o que se repercute na má circulação e consequente frio nas extremidades.
Uma coisa é certa: num caso destes, alguém se tem de vangloriar… ou a senhora em questão, ou o gajo que inventou as velas de cera.
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